sábado, 27 de maio de 2017

Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos


Padroeira do pequenino Grão Ducado de Luxemburgo, cuja população tem sido, tradicionalmente, modelo de fidelidade a Maria Santíssima


                                                                                                                                     ·         Valdis Grinsteins


Quando lemos histórias de antigas devoções à Virgem, muitas vezes nos deparamos com a dificuldade de entender a importância dos acontecimentos que lhes deram origem, devido à grande mudança que se verificou em nosso estilo de vida em relação ao de nossos antepassados.

Assim, por exemplo, pode nos parecer exagerado o temor dos antigos em relação à seca. Isto porque esquecemos que naquelas remotas épocas não havia a moderna técnica agrícola, os processos de conservação e armazenamento de alimentos e as facilidades de transporte de nossos dias. Uma estiagem podia significar não só a fome, mas a morte e a ruína definitiva de uma região.

Lembremo-nos que as pessoas antigamente não emigravam com a facilidade psicológica com que o fazem hoje. As viagens eram difíceis e deixar uma família estável, uma tradição e um modo orgânico de viver, constituía uma dilaceração. Nos dias atuais de globalização crescente e com famílias lamentavelmente diminutas, perdem-se as tradições e vive-se quase do mesmo modo no Ceará como em Tóquio.

Para nós é também difícil entender o terror produzido por uma peste antigamente. Hoje, que vivemos no século da medicina – com raios laser, antibióticos, operações espetaculares, reimplantes de órgãos etc. –, uma peste que mate a metade, um terço ou mesmo uma percentagem significativa da população parece-nos algo absolutamente fora de cogitação.

Entretanto, para nossos antepassados a palavra peste era sinônimo de tragédia. Eram cidades inteiras que começavam a contar seus mortos dia após dia. O ambiente das localidades ficavam lúgubres, a epidemia avançava, os alimentos faltavam, as águas ficavam contaminadas etc. Apenas para ilustrar esse drama, basta dizer que durante a Peste Negra de 1348 a cidade de Paris perdeu metade de seus 100 mil habitantes. Diariamente morriam cerca de 800 pessoas.


Do sofrimento, nasce uma bela devoção 


Um desses padres, Jacques Brocquart, teve a feliz idéia de criar um oratório fora da cidade para uma imagem de Nossa Senhora, pois a devoção a Ela é a melhor defesa católica. Esse oratório, primeiramente apenas uma pequena capela, foi edificado a partir de 1625, num local chamado Glacis, e ficava anexo à igreja de São Miguel, sob custódia dos padres dominicanos e sede da Confraria do Rosário.O simpático Grão Ducado de Luxemburgo é um dos menores Estados da Europa, encravado entre a Alemanha, França e Países Baixos, situado pois na fronteira entre nações católicas e protestantes. E foi precisamente para defender a Fé e evitar o contágio do protestantismo que os padres Jesuítas fundaram um colégio na cidade de Luxemburgo, capital do Grão Ducado, em 1581.

Mas em 1626 grassou no local uma terrível peste. As vítimas aumentavam dia a dia, e entre os doentes logo se contou o próprio Padre Brocquart. Este, percebendo que lhe restava pouco tempo de vida, fez uma promessa a Nossa Senhora: se Ela o curasse, ele se dirigiria descalço até a capela e Lhe ofereceria um círio de duas libras de peso. Logo após a promessa, o sacerdote jesuíta ficou milagrosamente curado. Dedicou-se ele então, com todo entusiasmo, a terminar a capela – o que foi realizado em agosto de 1627 –, e nela entronizou uma imagem de madeira da Santíssima Virgem com a invocação de Nossa Senhora da Consolação.
       
As pessoas começaram a acorrer a essa capela, apesar de encontrar-se afastada da cidade, pedindo a Nossa Senhora que as protegesse, bem como a suas famílias. E a partir daquele ano a devoção difundiu-se rapidamente.
      
A peste terminou e a capela foi solenemente consagrada em 1628, vendo-se num nicho a inscrição "Maria, Mãe de Jesus, Consoladora dos Aflitos", que perdura até hoje.


Fidelidade do povo de Luxemburgo é premiada 


Se tal peste e a proteção de Nossa Senhora tivessem ocorrido na atualidade, qual seria a reação de nossos contemporâneos? – Provavelmente, assistiríamos algo triste e desolador. As pessoas recorreriam à Mãe de Deus e agradeceriam as graças concedidas. Mas, passado o perigo, esqueceriam da bondade maternal da Senhora da Consolação que socorrera os aflitos, até que novo perigo os lembrasse da existência do santuário.

Essa é uma concepção utilitária que presentemente se tem de Nossa Senhora. Porventura Ela é nossa Mãe apenas quando temos problemas? Não nos ajuda e protege sempre? Se apelamos à Virgem só quando enfrentamos problemas e depois esquecemos dEla, seremos como o filho ingrato: agradece à mãe quando esta lhe dá comida, e logo desaparece da casa... até que a fome aperte de novo. Como qualificar tal filho?

Não foi esta porém a atitude do bom povo católico de Luxemburgo. Pelo contrário, a afluência de peregrinos não parou de crescer, mesmo terminada a peste. E Nossa Senhora premiou essa fidelidade mediante numerosos milagres.

Assim, entre 1639 e 1648 – uma década após a consagração da capela – operaram-se curas surpreendentes. A mais célebre foi a de Jeanne Godius, filha de um importante funcionário da época, Procurador-geral do Rei da Espanha, Felipe IV, que após ficar acamada durante 10 anos, levantou-se milagrosamente curada. Nessa ocasião, a imagem foi trasladada para a igreja dos jesuítas, onde recebeu durante oito dias a veneração dos fiéis. As autoridades eclesiásticas estudaram tais milagres e, após meticulosa investigação, concluíram pela veracidade deles. O fluxo de peregrinos aumentou ainda mais.

Em 1666, durante uma guerra com a França, as tropas do Rei Luiz XIV ameaçaram conquistar a cidade. As autoridades do pequeno Luxemburgo recorreram a Nossa Senhora Consoladora dos Aflitos, como em outras ocasiões de perigo, e logo foram atendidas. Devido a esse fato, a imagem foi declarada Padroeira da cidade e as festas em sua honra duraram oito dias, dando origem à oitava, que se repete anualmente.

Uma vez mais os habitantes permaneceram fiéis a Nossa Senhora e não A esqueceram. Em 1678 Ela foi eleita Padroeira de todo o Grão Ducado de Luxemburgo, sendo introduzidas cópias da imagem em quase todas as igrejas do país.


Santuário atual de Nossa Senhora Consolatrix Aflictorum: Catedral 


Passaram-se os anos. As guerras e suas seqüelas açoitaram também o Grão Ducado, mas não conseguiram extinguir a devoção popular ao Santuário com aquela invocação. Ele é hoje o mais venerado do país. Basta pensar que, num Estado com população de aproximadamente 420 mil habitantes, ele recebe mais de 100 mil peregrinos por ano.

A capelinha original foi destruída pela fúria anticatólica durante a Revolução Francesa. Foi então construída outra, noutro local, já dentro da cidade. Tal capela é apenas uma lembrança, porque a imagem foi levada para a igreja de Nossa Senhora a cargo dos Jesuítas, atual Santuário de Nossa Senhora Consolatrix Aflictorum. Hoje esse templo é a catedral de Luxemburgo.

Praticamente todas as comemorações do país realizam-se nesse Santuário. Uma das mais importantes foi a celebração da volta de 13 mil prisioneiros após a Segunda Guerra Mundial. O povo manteve-se fiel a essa devoção a Nossa Senhora e Ela o protege até hoje.

Seja tal devoção um exemplo para nós. Invoquemos a Santíssima Virgem a todo momento, confiemos-Lhe todas as nossas dificuldades e rezemos sempre, especialmente nestes dias de confusão e pecado. Nossa Senhora nunca nos abandonará. Não sejamos filhos ingratos, mas imitemos a fidelidade dos devotos luxemburgueses, particularmente nos momentos de desgraça.


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Fontes de referência:
Domenico Marcucci, Santuari Mariani d'Europa, Ed. San Paolo, Torino, 1993.
Edésia Aducci, Maria e seus gloriosos títulos, Ed. Lar Católico, 1958.
Jean Ladame, Notre Dame de Toute L'Europe, Ed. Résiac, 1984.

terça-feira, 23 de maio de 2017

O SORRISO DA IMACULADA




Quatro anos após a definição do dogma da Imaculada Conceição, Nossa Senhora se dignou baixar á terra para confirmar de um modo estupendo a declaração do Papa Pio IX, de santa memória.
Foi em Lourdes, na França, que Nossa Senhora apareceu repetidas vezes á inocente Bernadete e na última aparição disse: Eu sou a Imaculada Conceição. 
Quem refere o seguinte episódio não é nenhum devoto, nem sequer bom cristão. Ele escreve: 
Santa Bernadette Soubirous
“Quando já se falava muito das aparições de Lourdes, achava-me em Cauterets, povoação próxima de Lourdes, mais para distrair-me do que para curar-me. Achei graça ao ouvir que a Virgem sorrira para Bernadete e resolvi ir a Lourdes para ver a Vidente e surpreendê-la na mentira. Fui a casa dos Soubirous e encontrei Bernadete sentada á porta cerzindo urnas meias. Pareceu-me o seu rosto bastante vulgar; apresentava sinais de enfermidade crônica ao par de muita doçura. A instâncias minhas contou-me as aparições com toda a simplicidade e convicção. 
— Mas é verdade que a Virgem sorriu? 
— Sim, sorriu. 
— E como sorria? 
— A menina olhou-mé com ar de espanto, e disse: 
— Mas, senhor, seria preciso ser a gente do céu para repetir aquele sorriso. 
— Não o poderia repetir para mim? Sou incrédulo e não creio nas aparições. 
O rosto de Bernadete tornou-se triste e severo. 
— Então julga o senhor que menti? 
Senti-me vencido. Não, aquela menina tao cândida não podia mentir. la pedir-lhe desculpas, quando ela acrescentou: 
— Bem; se o senhor é um pecador, tentarei imitar o sorriso de Nossa Senhora. 
A menina ergueu-se lentamente, juntou as mãos e um reflexo celeste iluminou o seu rosto. Um sorriso divino, que jamais vi em lábios mortais, encantou os meus olhos... Sorria ainda, quando caí de joelhos, vencido pelo sorriso da Imaculada nos lábios da ditosa Vidente. 
Desde aquele dia nunca mais se me apagou da imaginação aquele sorriso divino. Passaram-se muitos anos, mas a sua recordação enxugou-me muitas lágrimas ao perder minha esposa e minhas duas filhas... Parece-me estar só no mundo e vivo do sorriso da Virgem”.


Fonte: Pe. Francisco Alves, C.SS.R., "Tesouro de Exemplos", Vol 1, segunda edição, Editora Vozes, Petrópolis-RJ, 1958.


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domingo, 21 de maio de 2017

Porque te amo, Maria


“Porque te amo, Maria.” 
Poema de Santa Teresinha do Menino Jesus


“Quisera cantar, Maria, porque te amo,
Porque, ao teu nome, exulta meu coração
E porque, ao pensar em tua glória suprema,
Minh’alma não sente temor algum.
Se eu viesse a contemplar o teu fulgor sublime
Que supera de muito o dos anjos e santos,
Não poderia crer que sou tua filha
E, então, diante de ti, baixaria meus olhos.

Para que um filho possa amar sua mãe,
Que ela chore com ele e partilhe suas dores…
Pois tu, querida Mãe, nestas plagas de exílio,
Quanto pranto verteste a fim de conquistar-me!…
Ao meditar tua vida escrita no Evangelho,
Ouso te contemplar e me acercar de ti;
Nada me custa crer que sou um de teus filhos,
Pois te vejo mortal e, como eu, sofredora.”

Quando o anjo te anunciou que serias a Mãe
Do Deus que reinará por toda a eternidade,
Eu te vi preferir, Maria – que mistério! -,
O inefável, luzente ouro da Virgindade.
Compreendo que tua alma, Imaculada Virgem,
Seja mais cara a Deus que o próprio céu divino;
Compreendo que tua alma, Humilde e doce Vale,
Possa conter Jesus, o grande Mar do Amor!…

Como te amo, Maria, ao declarar-te serva
Do Deus que conquistaste por tua humildade,
Tornou-te onipotente essa virtude oculta.
Ela ao teu coração trouxe a Trindade santa
e o Espírito de Amor, cobrindo-te em sua sombra,
O Filho, igual ao Pai, encarnou-se em teu seio…
Inúmeros serão seus irmãos pecadores,
Uma vez que Jesus é o teu primeiro filho!…

Ó Mãe muito querida, embora pequenina,

Trago em mim, como tu, o Todo-Poderoso
e nunca tremo ao ver em mim tanta fraqueza.
O tesouro da Mãe é possessão do Filho,
e sou tua filha, ó Mãe estremecida.
Tua virtude e amor não são, de fato, meus?
E quando ao coração me vem a Hóstia santa,
Teu Cordeiro, Jesus, crê que repousa em Ti!…

Tu me fazes sentir que não é impossível
Os teus passos seguir, Rainha dos eleitos,
Pois o trilho do céu nos tornaste visível,
Vivendo cada dia as mais simples virtudes.
Quero ficar pequena ao teu lado, Maria,
Por ver como são vãs as grandezas do mundo.
Ao ver-te visitar a casa de Isabel,
Aprendo a praticar a caridade ardente.

Aí escuto absorta, ó Rainha dos anjos,
O canto celestial que jorrou de teu peito;
Ensinas-me a cantar os divinos louvores
E a só me gloriar em Jesus Salvador.
Tuas frases de amor caíram como rosas
Que iriam perfumar os séculos futuros.
O Todo-Poderoso em ti fez maravilhas,
Cujas bênçãos, na prece, quero usufruir.

Quando o bom São José ignorava o milagre
Que intentavas velar com tua humildade,
Tu o deixaste chorar aos pés do Tabernáculo
Que esconde o Salvador e sua eterna Beleza!…
Maria, amo esse teu eloqüente silêncio,

Que soa para mim como um doce concerto,
Melodia cantando a grandeza e o poder
De um coração que espera ajuda só dos céus…

E, mais tarde, em Belém, ó José e Maria,
Rejeitados os vi por todas as pessoas.
Não os recebeu ninguém em sua hospedaria,
Que só os grandes acolhe e não pobres migrantes…
Para os grandes o hotel, portanto é num estábulo
Que a Rainha do céu dá à luz o Filho-Deus.
Minha querida Mãe que acho tão amável,
Como te vejo grande em lugar tão pequeno!…

Quando vejo o Eterno envolvido em paninhos
E ouço o fraco vagir desse Verbo divino,
Ó Mãe querida, não invejo mais os anjos,
Porquanto o Onipotente é meu amado Irmão!…

Como te amo, Maria, a ti que, em nossas terras,
Fazes desabrochar essa divina Flor!…
Como te amo escutando os pastores e os magos
Guardando, com amor, tudo no coração!…

Amo ao ver-te também, entre as outras mulheres,
Os passos dirigindo ao Templo do Senhor.
Amo-te apresentando o nosso Salvador
Àquele santo ancião que O tomou em seus braços.
Em princípio, sorrindo, escuto o canto dele,
Logo, porém, seu tom me faz cair em pranto,
Pois, sondando o porvir com olhar de profeta,
Simeão te apresentou uma espada de dores.

Rainha do martírio, até a noite da vida
Essa espada de dor traspassará teu peito.
Cedo tens de deixar o teu país natal,
Fugindo do furor de um rei cheio de inveja.
Jesus cochila em paz nas dobras de teu véu;
José te vem pedir para partir depressa
E logo se revela tua obediência,
Partindo sem atraso ou considerações.

Lá na terra do Egito, ó Maria, parece
Que manténs, na pobreza, o coração feliz.
Uma vez que Jesus é a mais bela das pátrias,
Com Ele tendo o céu, pouco te importa o exílio…
Mas, em Jerusalém, uma amarga tristeza,
Como um imenso mar, vem inundar teu peito:
Por três dias Jesus se esconde de teu amor;
Agora é exílio, sim, em todo o seu rigor.

Tu O descobres enfim, e alegria te inunda

Vendo teu belo filho encantando os doutores
E lhe dizes: “Por que, meu filho, agiste assim?
Eis que eu mais o teu pai chorando te buscávamos!”
Então o Filho de Deus responde (oh! que mistério!)
À sua terna Mãe que os braços lhe estendia:
“Por que me procurais?… Não sabeis, talvez,
Que das obras do Pai devo me ocupar?”

O Evangelho nos diz que, crescendo em saber,
A Maria e José, Jesus obedecia.
E o coração me diz com que infinda ternura
O Menino a seus pais assim se submetia.
Só agora compreendo o mistério do templo:
Palavras de meu Rei envoltas em mistério.
Teu doce Filho, Mãe, quer que sejas exemplo
De quem O busca em meio à escuridão da fé.

Já que o supremo Rei do Céu quis que sua mãe
Se afundasse na noite e em angústias interiores,
Então, Maria, é um bem sofrer assim na terra?
Sim, sofrer com amor é o mais puro prazer.
Tudo quanto me deu Jesus pode tomar;
Dize-lhe que comigo nunca se preocupe…
Que se esconda, se quer; consinto em esperar
Até o dia sem poente em que se apaga a fé.

Sei que, em Nazaré, ó Mãe, cheia de graça,
Longe das ambições, viveste pobremente,
Sem arrebatamento ou êxtase e milagre
Que te adornasse a vida, ó Rainha do Céu.

Na terra é muito grande o bando dos pequenos
Que, sem temor, a ti elevam seu olhar.
É o caminho comum que te apraz caminhar,
Incomparável Mãe, para guiá-los ao céu!

Enquanto espero o céu, ó minha Mãe querida,

Contigo hei de viver, seguir-te cada dia.
Contemplando-te, Mãe, sinto-me extasiada
Ao descobrir em ti abismos só de amor.
Teu olhar maternal expulsa meus temores,
Ensina-me a chorar e também a sorrir.

Em vez de desprezar gozos puros e santos,
Tu os queres partilhar, digna-te a abençoá-los.
Em Caná, ao notar a angústia do casal
Que não sabe ocultar a falta de vinho,
Preocupada contas tudo a teu Jesus,
Esperando de Seu poder a solução.
Parece que Jesus recusa teu pedido
Dizendo: “Isto que importa a mim e a ti, Mulher?”
Mas, lá em seu coração, Ele te chama Mãe
E por ti Ele opera o primeiro milagre…

Pecadores, um dia, ouviam a palavra
Daquele que no céu deseja recebê-los.
Junto deles te vejo, ó Mãe, sobre a colina,
E alguém diz a Jesus que tu pretendes vê-Lo.
Então o Filho de Deus, diante da turba inteira,
Mostrou a imensidão de Seu amor por nós
Dizendo: “O meu irmão e minha Mãe quem é?
Não é outro senão quem faz minha vontade”.

Virgem Imaculada, a mais terna das mães,
Ao escutar Jesus tu não ficaste triste
Mas te alegraste, pois Ele nos fez saber
Que nossa alma, aqui embaixo, é Sua família.
Tu te alegras por ver que Ele nos dá Sua vida,
E os tesouros sem fim de Sua divindade!…
Como, pois, não te amar, ó Mãe terna e querida,
Ao ver tamanho amor e tão grande humildade?

Tu nos amas, ó Mãe, como Jesus nos ama



E consentes, por nós, em afastar-se dele.
Amar é tudo dar; depois, dar-se a si mesmo.
Isto provaste ao te tornares nosso apoio.
Conhecia Jesus tua imensa ternura
E os segredos de teu coração maternal.
Ele nos deixa a ti, do pecador Refúgio,
Quando abandona a cruz para esperar-nos no céu.

Tu me apareces, Mãe, no cimo do Calvário,
De pé, junto da cruz, qual padre ao pé do altar,
E ofertas, para aplacar a justiça do Pai,
Teu querido Jesus, esse doce Emanuel…

Um profeta já disse, ó Mãe tão desolada:
“Não há dor neste mundo igual à tua dor”!
Ficando aqui no exílio, ó Rainha dos mártires,
Todo o sangue que tens no coração nos dás.

O teu único asilo é a casa de São João;
Filho de Zebedeu deve substituir Jesus!…
É o detalhe final que vem nos evangelhos
E não se fala mais da Rainha dos céus.
Mas, Mãe querida, teu silêncio tão profundo
Não revela tão bem a nós que o Verbo eterno
Quer cantar Ele próprio o louvor de tua vida
Para poder encantar teus filhos lá no céu?

Logo, logo ouvirei essa doce harmonia;
Cedo irei para o céu a fim de lá te ver.
Tu que, no amanhecer da vida, me sorriste,
Vem me sorrir de novo, ó Mãe! Já se faz noite!…
Não tenho mais temor do brilho de tua glória;
Contigo já sofri, o que desejo agora
É cantar, em teu colo, ó Mãe, porque é que te amo
E mil vezes dizer-te que sou tua filha!…



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Combater o Ecumenismo

“Não há maior inimigo da Imaculada e de Seu Reinado que o ecumenismo de hoje, o qual todo Cavaleiro [da Imaculada] deve não só combater, mas também neutralizar, por uma ação diametralmente oposta e, finalmente, destruir” 


(S. Maximiliano Maria Kolbe)

Coronation of the Virgin, Diego Velázquez (1599–1660)

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre o dia 13 de maio na Missão São Jorge

Altar de Nossa Senhora de Fátima

Durante a recitação do Rosário

Nossa Senhora de Fátima


Oferta de flores à Nossa Senhora

Coroação de Nossa Senhora 
Flores para a Rainha



sábado, 13 de maio de 2017

13 de Maio, Nossa Senhora de Fátima


Clique e reze conosco:

Oração do Anjo, em Fátima

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Oração a Nossa Senhora de Fátima

Para ser rezada todos os dias, especialmente hoje 13 de maio.


Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (peça agora a graça pretendida).
“Ó Jesus, perdoai-nos; livrai-nos do fogo do inferno; levai todas as almas para o céu, especialmente as que mais precisarem”.
Maria Santíssima, volvei vossos olhos misericordiosos para este mundo tão necessitado de Paz, de Saúde e Justiça. Vinde em nosso auxílio, Mãe dos Aflitos, e Socorrei-nos com Vosso Amor e Piedade. 
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.

Rezar 1 Padre-Nosso, 1 Ave-Maria, 1 Glória ao Pai.


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